Aquários de água doce, aquarios de água salgada e lagos de peixes ornamentais.

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CO2 caseiro para aquários plantados – Monte já o seu!

Durante o dia, as plantas realizam a fotossíntese, que é o processo onde elas utilizam o CO2 dissolvido na água do aquário e liberam o oxigênio. Durante a noite ocorre o processo inverso, onde as plantas utilizam o oxigênio dissolvido na água e liberam o CO2, esse processo é chamado de respiração.

Nos aquários plantados, utiliza-se iluminação artificial para que as plantas possam realizar a fotossíntese, ao contrario do cenário encontrado na natureza, onde as plantas recebem uma grande quantidade de luz solar. Cada variedade de planta tem suas próprias exigências, para melhores resultados no aquarismo estas exigências devem ser equilibradas. A utilização de lâmpadas fluorescentes é um dos meios mais econômicos de obter uma quantidade adequada de luz para garantir a sobrevivência das plantas no seu aquário.

Adicionar Co2 as vezes se faz necessário para as plantas, mas nem sempre, alias alertamos que se o aquarista não obter iluminação  e substrato adequado em seu aquário, não adiantará injetar Co2  para beneficiar as plantas, pois outras deficiências serão notadas por elas.

O Co2 funciona como mais um nutriente para que as plantas se desenvolvam.
Material para a garrafa:
  • 1 garrafa de plástico de 2 litros, com tampa;
  • 1 mangueirinha fina de plástico (dessas usadas em aquários com bomba de ar);
  • 1 pedra porosa (opcional);
  • Silicone para aquário.
Procedimento: Faça um furo na tampa da garrafa, de modo que a mangueirinha passe bem apertada por ele. Insira a mangueira até ela entrar cerca de 3 cm abaixo da tampa, e depois passe silicone em volta do furo para selar. Deixe secar por 1 dia. A mangueira deve ser comprida o suficiente para ir da posição da garrafa até o fundo do aquário. Coloque uma pedra porosa na saída da mangueira se quiser bolhas mais finas.
Material para a mistura:
  • 1 colher de chá de fermento BIOLÓGICO (preferencialmente em pó);
  • 2 a 3 xícaras de açúcar refinado;
  • ½ colher de chá de Bicarbonato de Sódio;
  • 1,5 litros de água (preferencialmente de filtro, sem cloro).

    Procedimento: Dissolva bem o fermento, o açúcar e o bicarbonato na água. Despeje dentro da garrafa e feche bem. As bolhas em geral levam cerca de 1 hora para começarem a sair. Um injetor bem montado vai ficar produzindo bolhas por cerca de 10-15 dias.

  • março 7, 2010   3 Comments

    Você sabe como escolher corretamente o tanque do aquário?

    Para os peixes de aquário, ter espaço para nadar no tanque é um prêmio, uma vez que a densidade populacional dentro do aquário é muito maior do que em qualquer habitat natural aquático. Baseado nisso, é melhor optar pelo maior tanque que você pode pagar e que o espaço que você tem na sua casa permita. Reservatórios de pequeno porte são inicialmente mais baratos para comprar, mas sua manutenção se torna mais cara no longo prazo. Além disso, seus peixes podem crescer rapidamente e em pouco tempo podem ficar grandes demais para o seu tanque .
    Antes de comprar o seu tanque, vale a pena pensar sobre o tipo e o número de peixes que pretende manter no aquário, e procurar saber que tamanho eles atingem em sua fase adulta. O fator chave na avaliação da densidade correta de um tanque é sua área de superfície, porque é aqui, na interface água / ar, que a troca gasosa ocorre. Quanto maior a área de superfície, mais oxigênio dissolvido haverá na água e mais peixes o tanque vai ser capaz de suportar. Normalmente é recomendado uma área de superfície de cerca de 75 centímetros ^ 2 para cada 2,5 cm de comprimento do corpo dos peixes adultos.
    Além da área de superfície, você também precisa considerar o volume do tanque, uma vez que o aquário tem de proporcionar espaço adequado para a natação dos peixes. Como regra geral, considere manter 2 litros de água para cada centímetro de comprimento do corpo dos peixes adultos. Ao fazer seus cálculos, lembre-se de desconsiderar cerca de dez por cento do volume total do tanque que representa as pedras e outros objetos de decoração.
    Lembre-se que os peixes de aquário necessitam de água limpa, oxigenada e espaço para nadar. Se você superpopular o seu aquário, a qualidade da água irá cair rapidamente e seus peixes poderão morrer.

    outubro 5, 2009   1 Comment

    Doenças e problemas nos aquários de água doce

    A maioria das doenças nos aquários de água doce é causada por stress nos peixes e podem ser facilmente evitadas com cuidados simples. Lembre-se sempre que prevenir é melhor do que remediar.

    Os fatores que podem causar stress nos peixes são vários, dentre os quais podemos destacar:

    - Água de baixa qualidade. Geralmente com altos índices de amônia, nitritos e nitratos;
    - Oscilação da temperatura da água em um curto espaço de tempo;
    - Espécies incompatíveis com o tipo de aquário;
    - Quantidade muito alta de peixes para o tamanho do aquário;
    - Temperatura da água incompátivel com as espécies de peixes do aquário;
    - pH da água incompatível com as espécies criadas;
    - Variações bruscas de pH;
    - Falta de abrigos e proteções para os peixes (grutas, plantas, pedras, troncos e etc);
    - Baixa taxa de oxigênio dissolvido na água;
    - Alimentação inadequada dos peixes.

    Dentre as doenças e problemas mais comuns nos aquários de água doce podemos citar:

    (clique sobre o nome da doença para obter mais informações)

    - Má qualidade da água;
    - Ictio (Doença dos pontos brancos);
    - Apodrecimento das nadadeiras e barbatanas;
    - Fungos;
    - Lesões;
    - Hidropsia;
    - Problemas na Bexiga Natatória;
    - Parasitas externos.

    Leia o artigo sobre Como diagnosticar as doenças nos peixes de água doce.

    setembro 2, 2009   No Comments

    Que água usar no aquário? Uma das dúvidas mais frequentes entre iniciantes

    Uma das perguntas mais frequentes entre os aquaristas de primeira viagem é que água devem utilizar em seus aquários. É uma dúvida que pode ser compreendida, pois cada região oferece um tipo de água, cada uma delas com características positivas ou negativas.

    O grande vilão dessa história é o cloro presente na água que coletamos da torneira de nossas casas, adicionado pelas empresas de saneamento básico no tratamento da água para o abastecimento doméstico. O cloro é uma substância extremamente prejudicial aos peixes, por isso alguns aquaristas procuram substituir a água da torneira por outras ontes alternativas, como água de poço, água mineral e em alguns casos até água de chuva.

    No entanto essa busca por outras fontes de água é dispensável pois a água da torneira de nossas casas geralmente tem os valores de pH e dureza bem próximos aos desejados pela aquariofilia. O cloro pode ser facilmente removido da água de forma econômica e eficiente, utilizando os chamados inativadores de cloro. Já as águas de poço e mineral possuem valores de pH e dureza bastante distantes dos esperados para o uso em aquários. A correção destas variáveis torna-se muito mais trabalhosa e cara em comparação à eliminação do cloro em água de torneira.

    Antes de utilizar a água de torneira, deve-se testá-la para confirmar a presença de cloro. Para esta verificação, utiliza-se os chamados Cloro Tests, que indicam a presença ou não de cloro na água. Caso o teste indique a presença de cloro, este pode ser eliminado de forma fácil e eficiente com a aplicação de algum inativador de cloro, facilmente encontrado em lojas especializadas em aquários.

    agosto 22, 2009   No Comments

    Acará Bandeira (Pterophyllum Scalare) – Um dos mais exóticos peixes de água doce

    O acará bandeira é um dos peixes de água doce mais pupulares entre os aquariofilistas e um dos peixes mais comercializados no munto inteiro. É um peixe originário da bacia amazônica mas é cada ves menos retirado do estado selvatem, pois o custo de captura somado ao custo de transporte é muito maior do que o custo do acará bandeira reproduzido em cativeiro. O formato triangular torna o acará bandeira um dos peixes mais exóticos entre os peixes de água doce.

    Variedades do acará bandeira

    Hoje podemos encontrar mais de trinta variedades de acará bandeira, indo do negro ao algino, muito diferentes da espécie selvagem, que é prateado com barras negras verticais em seu corpo. É um peixe considerado resitente e nao é muito exigente com a qualidade da água, sendo assim indicado para iniciantes do aquarismo. É um peixe que se reproduz com certa facilidade em aquários, bastando seguir alguns parâmetros essenciais como temperatura e pH da água do aquário.

    Acará bandeira (Pterophyllum scalare)

    O acará bandeira é um peixe relativamtente grande. Alguns chegam a atingir 30 cm de altura desde a ponta da nadadeira até o fim da nadadeira anal. A longevidade do acará bandeira pode ser comparada a do acará disco e exemplares bem tratados desde pequenos pode chegar facilmente aos 6 anos de idade. Isso faz com que o acará bandeira prefira aquarios grandes, favorecendo assim o seu crescimento. É preferivel não mante-lo em aquários com menos de 45 litros. O acará bandeira cresce rapidamente, podendo atingir a fase adulta com oito meses de idade. Dê preferencia a um aquario alto pois facilita o bom desenvolvimento das nadadeiras do acará bandeira. O acará bandeira também gosta de aquários bem plantados com folhas compridas e altas onde às vezes, deposita seus ovos. É um peixe pacífico, apesar de observarmos de vez em quando algumas brigas entre bandeiras, isso é um comportamento normal da sua família Ciclidae, e estas normalmente acontecem por disputa de machos por alguma fêmea. Ou simplesmente uma disputa territorial. Estas brigas não chegam a machucar nenhum dos indivíduos. É preciso prestar atenção nestas brigas, pois, isto pode significar o empenho de algum casal que se formou em seu aquário.

    Cuidados básicos

    O aquário

    Temperatura

    Originário da região norte do Brasil, ele prefere temperatura alta em torno de 28 graus celcius. Porém é um peixe bastante resistente a temperaturas mais baixas, podendo conviver normalmente num aquário comunitário com temperatura de 25 graus. No caso da sua reprodução, o certo é mantê-la alta afim de estimular a desova e garantir uma boa eclosão e desenvolvimento dos filhotes. Uma temperatura alta promove um ciclo de desova curto e uma temperatura de 27 graus faz uma fêmea bem alimentada desovar a cada 8-15 dias.

    Água

    O bandeira é muito tolerante com a qualidade da água. Não é exigente com relação a dureza da água, sua reprodução inclusive, é obtida com sucesso em vários níveis de dureza. Ele é por natureza originário de água mole com dureza baixa, por isso aconselhamos freqüente trocas parciais de água afim de se manter o nível de dureza baixo. Eles adoram esta trocas de água que estimulam o acasalamento e desova.

    pH

    No caso do pH é aconselhável que seja ligeiramente ácido na faixa de 6.5 por suas preferências nativas, sendo possível mantê-lo também em água de pH neutro e ligeiramente alcalino. Uma “boa água” deve ter principalmente uma boa biologia, ser cristalina e livre de amônia, pois o bandeira como a maioria dos peixes é sensível a este elemento tóxico. Por isso é necessário um bom sistema de filtragem e manutenção da boa higiene do aquário.

    Dimorfismo sexual

    O acará-bandeira possui certas diferenças entre machos e fêmeas, contrariando certas publicações antigas que o apontavam sem dimorfismo sexual. Contudo é necessário uma certa experiência e a distinção dos sexos só pode ser precisa em exemplares juvenis e adultos. Há algumas regras básicas para assegurar uma boa distinção e definição entre machos e fêmeas: * analisar somente indivíduos de até 1 ½ para 2 anos de idade, pois alguns machos velhos superalimentados podem parecer ter óvulos e fêmeas velhas que já não produzem mais óvulos podem parecer machos provocando certa dúvida. * fazer a análise sem ter alimentado-os por pelos menos quatro horas. * peixes que estejam em boa saúde e bem alimentados, pois assim a fêmea se mostrará cheia de óvulos. Normalmente os machos adultos se mostram bem maiores que as fêmeas da mesma idade, possuem às vezes a formação de um pequeno galo na testa, e são mais coloridos em algumas variedades. As fêmeas são normalmente mais gordas por causa dos óvulos, possuem o ovopositor( tubulo por onde sai os óvulos) mais proeminete, mais grosso e comprido. O macho possui orificio mais fino e bicudo. Mesmo com essas dicas, não estamos livres de algum erro de identificação, já que o acará-bandeira não possui grandes diferenças sexuais como por exemplo, o lebiste na qual os machos possuem gonopódio e as fêmeas não. Para se ter a certeza basta conferir o acasalamento de dois exemplares: observar quem está colocando os óvulos e quem está aparentemente fertilizando. Neste ponto já é identificado uma fêmea e a confirmação do outro exemplar de ser um macho está no nascimento dos alevinos que ocorre em seguida.

    Alimentação

    O Acará-bandeira, por ser omnívoro aceita qualquer tipo de alimento, seja ele seco ou vivo. Ele pode ser condicionado a um determinado tipo de alimento , porém o mais indicado é que haja uma boa variabilidade em sua dieta. Ele aceita de tudo: alimento industrializado em flocos, alimentos congelados como artemia, bloodworms, e patê de coração de boi com espinafre, cenoura e vitaminas, tubifex desidratado, alimentos vivos como artemias, tubifex, daphineas, larva de mosquito, bloodworms, e outros. Uma boa dieta com uma alimentação em flocos pela manhã e outra a base de alimento vivo ao entardecer é o suficiente para uma boa manutenção de seus bandeiras adultos. Para os bandeiras jovens de três a quatro meses é aconselhável mais que duas porções de alimento por dia. Eles estão numa fase de crescimento e necessitam de grandes quantidade de proteínas, fibras e vitaminas para atingir um bom tamanho de corpo, nadadeiras firmes e boa coloração. A alimentação dos filhotes recém-nascido será abordado mais adiante no item reprodução. A porção de alimento deve ser dada para que seus peixes a comam em no mínimo 10 minutos. O excesso de alimento deve ser sifonado após duas horas, para que não apodreça e polua a água do seu aquário. É melhor sempre alimentar seus peixes com pequenas porções várias vezes por dia, do que grandes porções uma ou duas vezes por dia. Hoje em dia 2003, temos a disposição uma variedade de alimentação industrializada que supera qualquer alimento vivo disponível. Elas podem variar deacordo com o tipo sendo a base de crustáceos, vegetais, com alto ou baixo teor de proteína, com omega 3, e assim por diante. Hoje posso com certeza recomendar que os nossos peixes sejam alimentado somente com ração, como fazemos com os nossos cães e gatos orientados pelos nossos veterinários.

    Reprodução

    O acará bandeira é um dos peixes ovíparos de água doce de mais fácil reprodução em aquário. Necessitam de algumas condições básicas para o sucesso.

    Reprodução – as matrizes – um bom aquário, matrizes bem alimentadas, boa temperatura e qualidade de água. Para iniciar a reprodução é preciso conseguir um bom casal. Algumas lojas de aquário vendem casais formados, e este pode ser um bom começo. Outra forma boa também é o de selecionar uma dúzia de pequenos bandeirinhas, que num período de 6 meses, e bons cuidados possuem grande possibilidade de formar um belíssimo casal. Os bandeiras podem ser adquiridos numa boa loja de sua confiança. Os bandeirinhas a serem escolhidos devem estar bem abertos, e nunca com as nadadeiras fechadas que indicam a presença de oodinium, praga muito comum, perigosa e contagiosa. Devem sempre apresentar bom apetite e boa coloração.

    Reprodução – o aquário – Para favorecer a formação do casal o aquário deve ser o maior possível. Para doze bandeiras um aquário de 200 litros é o suficiente. Ele deve possuir uma boa filtragem externa da água, iluminação, temperatura 28-29 ºC e pH 6.8 da água, deve possuir pedras, troncos ou plantas de folha larga onde os bandeiras gostam de desovar. Eles normalmente preferem objetos verticais como tubos e até a parede do vidro do aquário. Após vários anos de experiência com acará-bandeiras, conclui que se um casal está com vontade de acasalar e desovar, este pode ocorrer em qualquer lugar, seja ele na folha larga de uma planta, numa pedra, na parte de um tronco, no tubo do filtro biológico, no vidro do aquário, e até na mangueira de ar.

    Reprodução – o acasalamento – Crescidos, os bandeiras, com 7-8 meses de idade, dependendo da sua alimentação estão aptos a acasalar. Neste momento é possível vermos algumas brigas por território, ou companheiro. Quando um casal se formar, este se empenharão em defender um pequeno canto do aquário para a desova. Neste momento é hora de se tomar uma decisão. Tirar o resto dos peixes, deixando o casal neste aquário, ou transferir o jovem casal para um aquário especialmente montado para eles. Uma vez sozinhos, eles escolherão o local da desova, que normalmente é um objeto vertical, e ficarão se preparando o para o ritual da desova. É possível vê-los limpando um local por uma manhã inteira. Usando a boca eles procuram retirar qualquer sujeira, algas ou microorganismos para fazer a postura. É possível avistar também o ovopositor da fêmea já bem protuberante, em sinal da vontade de desovar. Num dado momento a fêmea começa deslizar a “barriga”, encostando o ovopositor no local escolhido e deixando pequenas fileiras de óvulos. O macho logo desliza com o mesmo movimento fertilizando-os em seguida. Alguns destes movimentos inicias são falsos e a fêmea desliza sem deixar nenhum ovo, mas após algumas repetições as fileiras de ovos começam a aparecer até atingir um total de 200 a 300 ovos, que são fertilizados pelo macho. Casais maiores e mais velhos podem gerar posturas que variam de 800 a 1000 ovos de uma só vez. Este ritual pode levar até 2 horas. Terminando, eles começam a abanar os ovos com as nadadeiras peitorais, oxigenando-os e retirando alguns ovos que fungam. Tornando-se brancos aqueles que não tenham sido fecundado. Eles ficam protegendo e limpando os ovos até se dar a eclosão, tempo que pode demorar até 48 horas dependendo da temperatura da água. Alguns casais novos e inexperientes podem devorar seus ovos no final do dia, ou ao se apagar a luz para o dia seguinte, por temerem algum perigo. Isto pode ocorrer até a terceira desova, o que é normal.

    Reprodução – o nascimento – No final de 48 horas é possível ver os pequenos ovos embrionados, e apartir desta hora eles começam e eclodir. Uma pequena cauda rompe a membrana e logo forma-se um emaranhado de “rabinhos” grudados e tremendo como que se quisessem nadar. O zelo dos pais pelos alevinos continua até mais ou menos o 7º dia, quando eles começam a ensaiar as pequenas “aventuras” pelo aquário. Os pais tratam logo de manter a prole unida num “bolo” de alevinos em algum canto do aquário, protegendo às vezes com certa agressividade. Os pais catam com a boca os pequenos alevinos que se separam do grupo e procuram mantê-los unidos. A pequena nuvem de alevinos rodeados pelo casal formam no aquário uma cena fantástica, premiando o aquarista com uma satisfação enorme, resultado de tanto cuidado, paciência e dedicação. A maioria dos criadores profissionais separam os ovos logo que os machos terminam de fertilizar e fazem a eclosão artificialmente. No caso do aquarista recomendo deixar que os pais cuidem dos filhotes. Isto porque acho o passeio dos filhotes com os pais um dos espetaculos mais lindos do aquarismo e porque caso você não seja um criador profissional e não tenha espaço para tantos peixes, caso os ovos sejam retirados o casal poderá logo se preparar para outra postura.

    Reprodução – alimento dos alevinos -Nesta hora é preciso começar a alimentar os pequeninos alevinos. Eles podem ser alimentados com microvermes, ração líquida para ovíparos, gema de ovo em pó, mas o mais indicado que tem melhores resultado é os náuplios recém-nascidos de artêmia salina. Os cisto(ovos) de artêmia são encontrados nas principais lojas de aquário, são então colocados em água salgada com aeração para sua eclosão e após esta, coados numa peneira e colocados para o alevinos. A primeira vista, pode parecer uma fonte alimentar um pouco complicada para o aquarista, porém com uma pequena orientação do lojista, ela se torna simples e mais adequada à prole de ovíparos. Os náuplios de artemia salina são usados pela maioria dos grandes criadores do mundo inteiro, pois promovem um crescimento espetacular aos filhotes, fazendo-os dobrar de tamanho a cada semana. Nas primeiras semanas é preciso alimentá-los no mínimo três vezes ao dia, sem no entanto deixar sobrar comida no aquário. Isto pode ser perigoso, pois o excesso de alimento pode apodrecer a água e elevar a taxa de amônia, causando a morte dos pequenos filhotes. O alimento deve ser dado aos poucos e com uma lupa pode se observar a pequena barriga redonda com uma cor alaranjada, dada pela ingestão das artêmia. O excesso de alimento deve ser sifonado ao fim de 30 minutos com uma pequena mangueira de ar.

    Reprodução – a separação – Os pequenos filhotes crescem rapidamente e se forem bem alimentados, ao final de 30 dias já se parecem com os pais com mais ou menos 1,5 cm de diâmetro de corpo. Formam um belo cardume de “estrelinhas”, e podem ser transferidos com segurança para um outro aquário, deixando os pais novamente livres para uma nova desova. A mudança dos filhotes para um outro aquário deve ser feita com um certo cuidado: transfira pelo menos 50% da água do aquário do casal na qual eles estavam, para o novo aquário, para diminuir o choque da mudança e para auxiliar na formação da biologia deste aquário. Os outros 50% devem ser completados com uma água sem cloro, um pH neutro e de preferência com a mesma temperatura. Apartir daí, devem ser feitas trocas parciais semanalmente afim de manter o bom crescimento dos filhotes e manter a boa higiene do aquário. No fim do primeiro mês, com os filhotes já maiores, podemos iniciar a introduzir outros tipos de alimentação a base de flocos industrializados de alta qualidade. Estes alimentos secos devem possuir no mínimo 40% de proteínas em sua composição para a promoção de um bom crescimento, nesta fase muito importante dos pequenos bandeiras que vai até os 4 meses de idade. Outro fator importante é o número de filhotes por aquário. A super população causa um abaixamento rápido do pH causado pelas excreção dos peixes, portanto uma maior freqüência na troca de água deve ajudar a manter uma água limpa e saudável. Devemos manter a proporção de no mínimo 1 litro de água para cada peixe pequeno. Portanto se a ninhada for grande é preciso que ela seja dividida em vários outros aquários para não superlotarmos o mesmo, causando um atraso no crescimento dos filhotes e o aparecimento de alguma doença provocado pela baixa qualidade da água. A reprodução dos bandeiras é incrível mas só deve ser tentada por aquaristas que possuam mais espaço e disponibilidade de aquários grandes, pois do contrário, poderá ocorrer uma super população e como conseqüência uma grande quantidade de bandeirinhas com nadadeiras atrofiadas e corpo encruado.

    agosto 15, 2009   19 Comments

    Dicas para ter sucesso em seu primeiro aquário de água doce

    Obter sucesso em um aquário significa ter peixes saudáveis, que vivem muito tempo, normalmente acasalando e procriando. Um aquário saudável deve se manter com uma boa aparencia sem depender de muita manutenção.

    Ter um aquário saudável não é muito difícil nem demanda muito trabalho. Basicamente depende de algum conhecimento sobre a biologia dos seres aquáticos e um pouco de bom senso. Confira algumas dicas úteis para que seu primeiro aquário seja um sucesso:

    1. Tenha paciência
    Comprar um aquário, monta-lo e enchê-lo de peixes tudo no mesmo dia é o erro mais comum entre os aquaristas de primeira viagem. Para preparar e condicionar o seu primeiro aquário de maneira adequada são necessários cerca de dois meses!

    2. É melhor prevenir do que remediar
    A saúde dos peixes depende de vários fatores. Fornecer um ambiente que minimize o stress dos peixes é uma das chaves para o sucesso de um aquário de água doce. A medida que o stress dos peixes aumenta, o seu sistema imunológico enfraquece e eles se tornam muito mais vulneráveis a doenças. Procure sempre seguir os seguintes ítens:
    - realize mudanças parciais regularmente;
    - não alimente seu peixes em excesso;
    - utilize sistemas de filtragem eficientes;
    - não superpopule o seu aquário;
    - mantenha os peixes com companheiros de aquário compativeis.

    3.  Compreenda e respeito o ciclo do nitrogênio (ou azoto)
    Os resíduos produzidos pelos peixes assim como os restos de alimentos não consumidos produzem substâncias tóxicas e mortais aos peixes  (amônia). Muitas mortes de peixes de iniciantes geralmente são resultado direto da falta de compreensão do ciclo do nitrogênio. Clique aqui para saber mais sobre o ciclo do nitrogênio.

    4. Faça a manutenção periódica em seus filtros e mantenha-os limpos
    Filtros sujos tem sua eficiência reduzida. No caso da filtragem biológica, um filtro obstruído será incapaz de remover a amônia de modo eficiente, causando stress nos peixes e podendo até causar a sua morte. Filtros biológicos ã base de esponja devem ser limpos enxaguando-os em água do próprio aquário previamente retirada para um balde. Filtros de fundo devem ser limpos através de aspiração do fundo.

    5. Trate a água da torneira antes de adiciona-la ao seu aquário
    Toda a agua de torneira deve ser tratada antes de ser inserida no aquário, pois contém substancias e aditivos, tais como cloro, que são tóxicas aos peixes e podem enfraquecer, danificar ou matar os seus peixes.

    6. Mantenha o pH da água do seu aquário estável
    Mudanças súbitas de pH causam stress nos peixes. A água do aquário tem uma tendência natural para se tornar ácida devido à produção de acido nítrico (nitratos) a partir do ciclo do nitrogénio.

    7. Obtenha peixes para o tipo de água da sua região.
    Seleccione peixes que sejam originários de águas com características semelhantes à água da sua cidade.

    8. Escolha peixes que caibam no seu aquário.
    Escolha peixes que sejam compatíveis entre si e pense a longo prazo. Aquele peixe de 2 cm parece bonito na loja. Mas o que fará quando ficar com 15 cm e começar a ver os seus companheiros como refeições potenciais? Os peixes têm necessidades mínimas de espaço que dependem do seu tamanho e temperamento. Selecione peixes cujas necessidades sejam compatíveis com o seu aquário. Certifique-se que o aquário tem esconderijos adequados (pedras, plantas, troncos, etc.) para os seus habitantes.

    9. Aclimatize devidamente os peixes antes de os coloca-los no aquário.
    NUNCA junte a água da loja á do seu aquário (pode conter doenças), e se possível, ponha as novas aquisições de quarentena 2 a 3 semanas antes de as colocar no seu aquário.

    10. Compre apenas em lojas “de confiança”.
    Infelizmente, muitas lojas de animais estão mais interessadas em ficar com o seu dinheiro do que em vender peixes saudáveis. Vale quase sempre a pena gastar um pouco mais para obter peixes de qualidade. Doenças introduzidas no seu aquário por peixes acabados de comprar podem infectar os outros peixes com resultados catastróficos. Comprar um peixe barato não é grande negócio se o mesmo morrer após um mês. Muitas lojas vão também tentar vender-lhe equipamento e medicamentos que não necessita. A sua melhor defesa é armar-se com conhecimentos de modo a conseguir avaliar os conselhos que lhe derem.

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    agosto 5, 2009   10 Comments